Entidades de apoio e ensino

Dentro das comunidades surdas, os surdos:

  • constituem-se como sujeitos que se identificam por seus pares linguísticos;
  • desconstroem a visão ultrapassada de deficientes;
  • constituem-se como membros de uma comunidade cuja identidade é marcada pelo uso da língua de sinais.

As comunidades são distribuídas em entidades de apoio – associações, clubes, escolas e federação – que fomentam o reconhecimento da lingua de sinais, da cultura e da identidade surda.

No Brasil, as comunidades surdas com seu grupos variados têm historicamente sido representadas por meio:

  • do Instituto Nacional de Educação de Surdos – INES –, fundado em 1857;
  • da Federação Nacional de Educação e Integração de Surdos – FENEIS;
  • de associações de surdos;
  • de escolas;
  • de Pastorais dos Surdos da Igreja Católica e dos Ministérios dos Surdos das igrejas protestantes.

Essas instituições, com grupos espalhados por todo o Brasil, promovem ações para a divulgação da língua de sinais e para sua preservação.

Em prol da classe surda, essas instituições obtém direitos políticos com a conquista de diversas ações que envolvem tanto educação e saúde quanto esporte.

São exemplos de comunidades surdas:

  • Associação dos Surdos do Rio de Janeiro – ASURJ;
  • Associações de Pais e Amigos de Deficientes Auditivos – APADA;
  • Associação Alvorada Congregadora dos Surdos;
  • Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos – FENEIS;
  • Federação Desportiva dos Surdos do Estado do Rio de Janeiro – FDSERJ;
  • Instituto Nacional de Educação de Surdos – INES;
  • Instituto Nossa Senhora de Lourdes – INOSEL;
  • Ministério dos Surdos – igrejas protestantes;
  • Pastoral dos Surdos – Igreja Católica.

Os diversos grupos e entidades de apoio ao surdo não têm apenas a presença de surdos.

Neles também estão inseridos ouvintes, que podem atuar como tradutores e intépretes de línguas de sinais – TILS.

É na comunidade surda que o TILS nasce, cresce e desenvolve-se como um profissional. Fora dela, perde a essência de sua funcionalidade.

Nesses locais se aprende o valorizar a língua, a cultura e a identidade surda.