norbert_elias1 Norbert Elias

ELIAS, Norbert. A sociedade dos indivíduos. Rio de Janeiro: Zahar, 1994.

*norbert_elias2 Norbert Elias

Importante sociólogo alemão e judeu (1897-1990), teve de se exilar na França, em 1933, antes de se estabelecer na Inglaterra. Seus trabalhos foram reconhecidos tardiamente, aos 70 anos, com a publicação de A sociedade de corte.

*antropologia antropologia A antropologia é a ciência que estuda o homem em sociedade, as culturas humanas, os comportamentos e costumes sociais; enfim, a principal característica da antropologia é o interesse pela diversidade de modos de viver da humanidade.

A antropologia poderá estudar as culturas humanas tanto no passado como no presente e em qualquer lugar. O principal instrumento de trabalho da antropologia é a pesquisa de campo que possui um vasto leque de investigação como grupos étnicos e religiosos, migrações, formação de grupos rurais e urbanos e suas formas de expressão e comunicação por meio da arte, de narrativas, do parentesco, de performances, da cultura material, dos tipos de moradias e a relação com o meio ambiente.

Fonte: Disponível em: <http://www.algosobre.com.br/guia-de-profissoes/antropologia.html>. Acesso em: out 2011.

*capitalismo capitalismo

Sistema econômico baseado na legitimidade dos bens privados e na irrestrita liberdade de comércio e indústria, com o principal objetivo de adquirir lucro.


Fonte: Dicionário Houaiss.

*emile_durkheim Émile Durkheim

Importante sociólogo francês, Émile Durkheim fundou a Escola francesa de sociologia, e é reconhecido como um do pais da sociologia moderna.

*max_weber Max Weber

Max Weber (1864-1920) foi sociólogo, economista e historiador alemão. É considerado ao lado de Karl Marx e Émile Durkheim um dos fundadores da Sociologia, mas influenciou outros campos como direito, filosofia, administração e ciência política.

cultura_m4u1t1 Cultura Cultura é um importante conceito das ciências sociais que nos ajuda a compreender as duas facetas das sociedades humanas – o que todas elas têm em comum e o que cada uma delas tem de diferente.

A cultura é um fenômeno unicamente humano e refere-se à capacidade que as pessoas têm de dar significados a suas ações e ao mundo que as rodeia. A cultura é compartilhada pelos indivíduos de um determinado grupo, não se relacionando a um fenômeno individual.

Por outro lado, cada grupo de seres humanos, em diferentes épocas e lugares, atribui significados diferentes a coisas e a passagens da vida aparentemente semelhantes.
*homoSapiens homo sapiens sapiens

A espécie tem como característica a habilidade de entender e modificar o seu meio ambiente, o que possibilitou o desenvolvimento de conhecimentos e de ferramentas, que são transmitidos para as gerações futuras por meio da cultura.

idade_media Idade Média

Período compreendido entre a Idade Antiga e a Idade Moderna. Caracteriza-se pela forte influência da social da Igreja, formada pelo clero.

santa_inquisicao Santa Inquisição

A Inquisição, ou Santa Inquisição, foi uma espécie de tribunal religioso criado na Idade Média para condenar todos aqueles que eram contra os dogmas pregados pela Igreja Católica.

Fundado pelo Papa Gregório IX, o Tribunal do Santo Ofício da Inquisição mandou para a fogueira milhares de pessoas que eram consideradas hereges – praticante de heresias; doutrinas ou práticas contrárias ao que é definido pela Igreja Católica – por praticarem atos considerados bruxaria, heresia ou simplesmente por serem praticantes de outra religião que não o catolicismo.


Fonte: Disponível em:http://www.infoescola.com/historia/a-santa-inquisicao/

Acesso em: abr. 2011.

umaSegundaNatureza uma segunda natureza

Mesmo sem possuir braços longos, o homem aprendeu a manusear uma alavanca. Não tendo velocidade suficiente para alcançar uma caça, arremessava uma lança e feria sua presa. Sem possuir garras para se defender, carregava consigo um machado. Sem poder transpor o rio, construía uma balsa.

arqueologia_m4u1t7 arqueologia

Ciência social que estuda as sociedades do passado a partir da análise de vestígios materiais móveis – objetos – ou imóveis – estruturas arquitetônicas. O objeto de estudo pode ser uma cultura que ainda existe ou uma cultura já extinta.

identidades_culturais Identidade cultural A identidade cultural é um conjunto vivo de relações sociais e patrimônios simbólicos historicamente compartilhados que estabelece a comunhão de determinados valores entre os membros de uma sociedade.
socializacao_m4u2t1 socialização

O conceito de socialização remete aos processos pelos quais os indivíduos aprendem e incorporam padrões de comportamento, normas, regras e valores do seu mundo social. A socialização é um processo de aprendizagem que se apoia na ação deliberada de ensino e, também, na absorção espontânea de formas de relacionamentos com os outros.

A socialização inicia-se na infância e prossegue por toda a vida, mas a abertura para esse processo varia de indivíduo para indivíduo. A família, a religião, a escola, o trabalho, o clube, os sindicatos, a participação política – e muitos outros – são exemplos de instituições socializadores. Um indivíduo pode sofrer influência de muitas delas ao mesmo tempo.


Fonte: BOTTOMORE, T.; OUTHWAITE, W. (Org.) Dicionário do pensamento social do século XX. Rio de Janeiro: Zahar, 1996.

Carteira de habilitação Carteira de habilitação

No Brasil, a lei estabelece que uma pessoa só pode começar a dirigir após os 18 anos de idade e só depois de passar por todos os rituais por ela previstos.

Esses rituais envolvem aulas teóricas e práticas, exame médico, exame teórico e prático, e burocracia.

Os jovens menores de 18 anos ou aqueles que não passaram pelo ritual são limitados pela cultura em relação a esse aspecto.

igreja_catolica Igreja Católica

Instituição, conhecida também como Igreja Católica Romana ou Igreja Católica Apostólica Romana, que existe há, aproximadamente, dois mil anos. Sua autoridade máxima é o Papa, Bispo de Roma e sucessor do apóstolo Pedro.

clique_aqui2

A sociologia não surgiu em épocas anteriores porque ela requer um ambiente social e cultural que permita a formulação de perguntas ousadas, impossíveis de serem realizadas em um mundo cerceado ideologicamente – como foi o período medieval, por exemplo.

Na Idade Média, o Santo Tribunal da Inquisição punia – inclusive com a morte – quem se atrevesse a interpretar os ensinamentos cristãos de forma diferente daquela contida nos textos doutrinários da Igreja Católica. Explicações válidas para qualquer aspecto da vida eram as explicações oficiais, ou seja, aquelas que tinham o crivo da religião romana.

Por essa razão, os judeus e os muçulmanos foram marginalizados nessa sociedade, assim como os ciganos e as temidas bruxas.

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Em um de seus livros, Cultura, um encontro antropológico, o antropólogo Roque B. Larraia conta algumas histórias muito curiosas sobre a importância da interação social para a formação de um indivíduo.

Uma dessas histórias conta o caso de um menino que cresceu no meio de lobos. Esse menino não agia instintivamente como os outros lobinhos. Ele até fazia coisas parecidas – não por ter instinto de lobo, mas por imitação. Imitar é uma forma de aprender.

Ele também contou duas histórias sobre reis que desejavam conhecer a língua original da humanidade, aquela que estaria inscrita no código genético dos homens.

Esses reis ordenaram o isolamento de crianças recém-nascidas para que elas não tivessem contato com adultos e, dessa forma, pudessem desenvolver essa suposta língua biológica, orgânica e natural.

A história terminava dizendo que, anos depois, quando o rei mandou trazer as crianças de volta, ele constatou, decepcionado, que elas eram mudas, não falavam idioma algum.

As crianças olharam para o rei e pronunciaram . O rei mandou seus subalternos descobrirem de qual idioma pertencia a palavra bé. Especularam muito, mas ninguém soube responder até que alguém percebeu que o que as crianças falavam era uma imitação do som que as cabras emitiam, únicas companheiras que elas tiveram enquanto estavam isoladas.

Essas histórias são fantásticas e nos ajudam a perceber que os humanos precisam interagir com outros humanos para aprender a agir em muitas situações. Se o que fazemos foi aprendido, logo, o que fazemos não é natural, mas cultural.

estereotipos estereótipo

Imagem mental padronizada, tida coletivamente por um grupo, refletindo uma opinião demasiadamente simplificada, atitude afetiva ou juízo incriterioso a respeito de uma situação, acontecimento, pessoa, raça, classe ou grupo social.

Fonte: Dicionário Michaelis.

generalizacoes_sao_estereotipos generalizações são estereótipos

Nas generalizações, os homens ficaram associados ao espaço público, ou seja, aos espaços da razão e do pragmatismo, como trabalho e política. E as mulheres ficaram relacionadas com o espaço privado, compreendido como espaço da emoção, do calor das relações, vinculado ao lar e à família.

Em outras sociedades, o feminino e o masculino envolvem traços temperamentais diferentes de razão e emoção. As associações que são feitas entre sexo e características temperamentais podem mudar com o tempo.

Podemos perceber que a emotividade do homem é mais aceita hoje do que foi no passado.

Valorizamos um amigo sensível, um homem gentil, um pai que troca fralda. A emotividade deixou de ser um atributo temperamental exclusivo do sexo feminino. Essa mudança de percepção contribui para que os homens desenvolvam funções que antes eram exclusivas das mulheres.

O papel feminino também ganhou um novo olhar da sociedade. Tempos atrás, uma mulher decidida, confiante e que exerce várias funções era considerada masculinizada ou fora do padrão feminino.

Hoje, embora as desigualdades salariais entre homens e mulheres ainda persistam, a maioria das pessoas entende que não há diferença de capacidade e habilidade entre os sexos no trabalho, que a racionalidade não é propriedade do gen masculino e que a emotividade não é restrita ao gen feminino.

Os sentimentos, as emoções e os temperamentos também são educados, moldados culturalmente.

FEBEM FEBEM

A Fundação Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente – CASA –, antigamente chamada Fundação Estadual para o Bem Estar do Menor – FEBEM –, é uma autarquia do Governo do Estado de São Paulo vinculada à Secretaria de Estado da Justiça e da Defesa da Cidadania. Sua função é executar as medidas socioeducativas aplicadas pelo Poder Judiciário aos adolescentes autores de atos infracionais com idade de 12 a 21 anos incompletos, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA.

FUNABEM FUNABEM

A Lei Federal 4.513, de 01 de dezembro de 1964, criou a Fundação Nacional do Bem-Estar do Menor – FUNABEM –, em substituição ao Serviço de Assistência ao Menor – SAM.

À FUNABEM competia formular e implantar a Política Nacional do Bem-Estar do Menor em todo o território nacional. A partir daí, criaram-se as Fundações Estaduais do Bem-Estar do Menor, com responsabilidade de observarem a política estabelecida e de executarem, nos estados, as ações pertinentes a essa política.

Fonte: Disponível em: <http://www.fia.rj.gov.br/historia.htm>. Acesso em: jan. 2012.

ECA ECA

O Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA – é um conjunto de normas do ordenamento jurídico brasileiro que tem como objetivo a proteção integral da criança e do adolescente, aplicando medidas e expedindo encaminhamentos.

demarcacoesDasIdades Demarcações das idades

As definições das fases da vida...

...seguem especificidades culturais...

...e obedecem à lógica que cada cultura elabora para a distribuição dos papéis sociais.

cliqueAqui4216 as idades da vida

A velhice é uma categoria socialmente produzida. Faz-se, assim, distinção entre um fato universal e natural – o ciclo biológico e de boa parte das espécies naturais, que envolve o nascimento, o crescimento e a morte – e um fato social e histórico – [com a variação] das formas de conceber e viver o envelhecimento. Da perspectiva antropológica, e também da pesquisa histórica, trata-se de ressaltar (...) que as representações sobre a velhice, a posição social dos velhos e o tratamento que lhes é dado pelos mais jovens ganham significados particulares em contextos históricos, sociais e culturais distintos. A mesma perspectiva orienta a análise das outras etapas da vida, como infância, adolescência e juventude.

(...)

As etnografias mostram que, em todas as sociedades, é possível observar a presença de grades de idades. Mas cada cultura tende a elaborar grades de idades específicas. A pesquisa antropológica demonstra, assim, que a idade não é um dado da natureza, nem um princípio naturalmente constitutivo de grupos sociais, nem ainda um fator explicativo dos comportamentos humanos. Essa demonstração exige um rompimento com os pressupostos da psicologia do desenvolvimento que concebe o curso da vida como uma sequência unilinear de etapas evolutivas em que cada etapa, apesar das particularidades sociais e culturais, seriam estágios pelos quais todos os indivíduos passam e, portanto, teriam caráter universal.

(...)

A pesquisa antropológica é rica em exemplos que servem para demonstrar que fases da vida como a infância, a adolescência e a velhice não se constituem em propriedades substanciais que os indivíduos adquirem com o avanço da idade cronológica. Pelo contrário, o próprio da pesquisa antropológica sobre períodos da vida é mostrar como um processo biológico é elaborado simbolicamente com rituais que definem fronteiras entre idades pelas quais os indivíduos passam e que não são necessariamente as mesmas em todas as sociedades.

Fonte: DEBERT, Guita Grin. A antropologia e o estudo dos grupos e das categorias de idade. In: BARROS, Myriam M. L. (Org.). Velhice ou terceira idade? Estudos antropológicos sobre identidade, memória e política. 4ª ed. Rio de Janeiro: FGV, 2006. p. 50-1.

caracteristicasDeTemperamento características de temperamento

As características de temperamento são criadas com base em estereótipos de velhos e jovens.

São usadas quando querem confirmar ou indicar algo que foge ao padrão.

Por exemplo...

Beto é um jovem com cabeça de velho.

Sr. João é mais jovem que o neto dele.

karl_marxm4u2t18 Karl Marx

Karl Marx, intelectual alemão, foi um dos fundadores do doutrina comunista moderna.

genero_m4u2t19 gênero

Conceito formulado pela antropologia nos anos de 1970, com forte influência do pensamento feminista. Ele contribui para diferenciar a dimensão biológica da dimensão social dos sexos.

Fundamenta-se no raciocínio de que existem machos e fêmeas na espécie humana, mas a maneira de ser homem e de ser mulher se manifesta de forma específica em cada cultura. Seguindo esse raciocínio, gênero significa que os sexos são realidades naturais – biológicas –, mas homens e mulheres são produtos da realidade social, e não uma mera decorrência da diferença anatômica dos corpos.

Fonte: Gênero e Diversidade na Escola: formação de professoras/es em gênero, orientação sexual e relações étnico-raciais. Livro de conteúdo. Rio de Janeiro: CEPESC, Brasília: SPM, 2009.

transexuais_m4u2t20 transexual

Pessoa que possui identidade de gênero oposta ao sexo biológico. Muitas vezes os transexuais modificam seus corpos através de várias técnicas (hormonioterapias, prótese de silicone e cirurgias plásticas), mas não se configura em regra geral.


Fonte: Conferência Nacional LGBT, 2008.

heterossexuais_m4u2t20 heterossexual Pessoa que possui atração e mantém relacionamento afetivo-sexual com outra de gênero diferente do seu.
bissexuais_m4u2t20 bissexual Pessoa que possui atração e mantém relacionamento afetivo-sexual com pessoas de ambos os sexos.
homossexuais_m4u2t20 homossexual Pessoa que possui atração e mantém relacionamento afetivo-sexual com outra do mesmo gênero.
orientacao_sexual orientação sexual

Refere-se ao sexo das pessoas que elegemos para mantermos relações sexuais e afetivas.

Pode ser de três tipos: homossexualidade (atração por pessoas do mesmo sexo), heterossexualidade (atração por pessoas do sexo oposto) e a bissexualidade (atração por pessoas do mesmo sexo ou do sexo oposto).

Fonte: Gênero e Diversidade na Escola: formação de professoras/es em gênero, orientação sexual e relações étnico-raciais. Livro de conteúdo. Rio de Janeiro: CEPESC, Brasília: SPM, 2009.

imperio_romano Império Romano

O Império Romano é a fase da história da Roma Antiga caracterizada por uma forma autocrática de governo. O Império Romano sucedeu a República Romana, que durou quase 500 anos e tinha sido enfraquecida pelo conflito entre Caio Mário e Lúcio Cornélio Sula e pela Guerra Civil contra Pompeu.

renascimento Renascimento

Na visão de alguns historiadores o Renascimento representou o fim da Idade das Trevas – forma como a Idade Média ficou conhecida - e do obscurantismo religioso, promoveu o renascer da cultura greco-romana, o gosto pelo saber e que, aos poucos, foi disponibilizando as suas descobertas ao conjunto da população. Outros historiadores preferem chamar atenção para as turbulências e conflitos sociais e políticos gerados pela coexistência de referenciais culturais opostos – o da religião e o dos renascentistas.

feudalismo Feudalismo

Modo de organização político-social baseado nas relações servis.

humanista humanista

Referente ao humanismo, filosofia moral que coloca os humanos como principais, numa escala de importância. É uma perspectiva comum a uma grande variedade de posturas éticas que atribuem a maior importância à dignidade, aspirações e capacidades humanas, particularmente a racionalidade.

pesquisas pesquisas

As pesquisas realizadas por sociólogos consistem de reunir dados por meio de técnicas de observação, entrevistas e muitas outras metodologias.

termos_empregados_soci termos empregados em Sociologia

Os sociólogos transformam algumas palavras de uso corrente em conceitos específicos. Por conta disso, o significado que essas palavras adquirem no campo sociológico muitas vezes se afasta do significado que ela possui quando é utilizada em nosso cotidiano.


Os sociólogos contribuem para o debate e a formulação de políticas públicas que podem alterar a realidade que foi observada em um primeiro momento. Isso pode ser observado por meio da análise crítica das representações que a sociedade cria para si e pelos resultados de pesquisas que são disponibilizados. É por isso que costumamos dizer que o conhecimento produzido pela Sociologia é extraído do mundo social e retorna para ele.

politicas_publicas políticas públicas

Conjunto de ações desencadeadas pelo Estado, no caso brasileiro, nas escalas federal, estadual e municipal, com vistas ao bem coletivo. Elas podem ser desenvolvidas em parcerias com organizações não governamentais e, como se verifica mais recentemente, com a iniciativa privada.

formacao_escolar formação escolar

Quando falamos em formação escolar, falamos na Sociologia que você estuda no Ensino Médio.

*karl_marx Karl Heinrich Marx

Karl Marx, intelectual alemão, foi um dos fundadores do doutrina comunista moderna.

passeata_dos_cem_mil Passeata dos Cem Mil

Manifestação popular que ocorreu no ano de 1968, a Passeata dos Cem Mil representou o ápice de uma série de manifestações contra a ditadura militar no país.

cw_mills Charles Wright Mills

Charles Wright Mills, sociólogo norte-americano, foi influenciado pelos trabalhos de Marx e Weber. Dirigiu toda a sua atividade científica no sentido de elaborar uma nova Sociologia comparada, que deveria encarar como principal objeto a análise dos tempos atuais considerados como uma fase transitória entre a Idade Moderna e o período posterior, a que chamou Quarta Época.


Para Mills, a racionalidade do mundo ocidental da atualidade não produziu a indispensável libertação do homem, já que as principais ideologias desenvolvidas — capitalismo e socialismo — não se mostraram aptas a prever e controlar intensos processos de mudança social.


Suas principais obras são: Burocratas: as classes médias americanas (1951), A elite do poder (1956), A imaginação sociológica (1959), Os marxistas (1962).


Fonte: Disponível em: http://cienciadaeducacao.vilabol.uol.com.br/Pensadores.htm##"wrightmills" Acesso em: abr. 2011.

*teocentrismo teocentrismo

A visão de mundo teocêntrica apoiava-se na ideia de que Deus seria o centro do universo e de que todas as coisas – naturais e humanas – seriam determinadas pela vontade divina. Esse pensamento foi predominante na Idade Média. Nos primórdios dos tempos modernos, o teocentrismo começou a ser questionado pelos renascentistas e pelos humanistas.

*antropocentrismo antropocentrismo

A visão de mundo antropocêntrica coloca a humanidade no centro dos fatos e das explicações desses fatos. O antropocentrismo toma a razão humana como referencial para os estudos humanos e naturais, e se relaciona com o movimento renascentista e humanista nos primórdios dos tempos modernos.

mobilidade_social mobilidade social

É a capacidade de grupos ou indivíduos mudarem sua posição ou status dentro de uma hierarquia social.

Os graus de mobilidade social variam de sociedade para sociedade. Na sociedade feudal, a mobilidade social era praticamente inexistente, pois a ordem social estava sustentada em estruturas hierárquicas rígidas chamadas estamentos.

Nas sociedades industriais, a mobilidade tem mais chance de ocorrer por causa de uma ordem social que favorece o indivíduo, da divisão social do trabalho mais acentuada, da valorização da formação escolar como critério para a estratificação social. Mesmo nesse contexto, o fenômeno da mobilidade é influenciado por uma gama de situações, como desenvolvimento ou estagnação econômica, escolaridade do indivíduo, ocupação que exerce...

*burguesia burguesia A origem da palavra remonta ao século XII: burguês era o habitante do burgo, povoação formada em torno de um castelo ou mosteiro fortificado. Burguesia era o conjunto de mercadores e artesãos que habitavam as cidades e desfrutavam de direitos especiais dentro da sociedade feudal. A partir do século XVIII, a palavra passou a ser gradualmente empregada para designar os empregadores dos ramos da manufatura, do comércio e das finanças, que se consolidavam como nova classe dominante concomitante ao declínio da nobreza.

Fonte: BOMENY et ali. Tempos modernos, tempos de sociologia. Rio de Janeiro: Editora do Brasil, 2010.

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A sociedade medieval era muito estratificada. Apenas os homens letrados e cultos tinham acesso ao conhecimento. Dessa forma, concluímos que apenas os homens letrados e cultos tinham acesso às novas teorias trazidas pelo Renascimento, como o teocentrismo e antropocentrismo, que permitiram que se enxergasse do que a realidade social era construída.

grandes_navegacoes

O descobrimento do Novo Mundo – segundo a ótica do europeu –, não foi apenas uma descoberta geográfica, mas também cultural. Com isso, as múltiplas manifestações da vida em sociedade que até então eram desconhecidas precisavam de explicações.

podem_dirigir podem dirigir

No Brasil, a lei estabelece que uma pessoa só pode começar a dirigir após os 18 anos de idade e só depois de passar por todos os rituais previstos.

Esses rituais envolvem aulas teóricas e práticas, exame médico, exame teórico e prático, e burocracia.

Os jovens menores de 18 anos ou aqueles que não passaram pelo ritual são limitados pela cultura em relação a esse aspecto.